Reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias chega ao consumidor


O aumento do combustível já chegou ao consumidor de São Paulo. A afirmação é de José Alberto Gouveia, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro). Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que o reajuste do combustível já é encontrado em alguns postos do estado, com valores entre R$ 0,17 e R$ 0,20.

“Em alguns postos já [subiu]. Quem recebeu o produto hoje, recebeu com aumento. Tem aumentos de R$ 0,17 [por litro] na nota de custo dele e de R$ 0,20 o preço do custo”, disse o presidente do sindicato.

“À meia-noite de ontem (29), a distribuidora parou o faturamento, acertou o preço novo e começou a faturar de novo. Então, quem recebeu o produto hoje já recebeu com preço novo. A partir de agora, qualquer dia é dia para aumentar, mas cada posto vai agir de um jeito, dependendo do estoque. Quem recebeu o produto, vai repassar o preço, porque não tem o que fazer”, acrescentou Gouveia.

Segundo ele, restará aos consumidores pesquisar preços. “O consumidor tem essa faca na mão [possibilidade de pagar mais barato] por mais uns dias. Mas o mercado, como um todo, vai reagir até sexta-feira (2).”

Ontem, a Petrobras anunciou reajustes nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias a partir da 0h de hoje. O aumento para a gasolina é de 6% e, para o diesel, 4%.

Brasília
Em Brasília, os motoristas também já pagam mais caro para abastecer. Em alguns postos da cidade, o preço do litro de gasolina comum chega a R$ 3,59. Até semana passada, o preço médio do combustível no Distrito Federal (DF) era de R$ 3,50, conforme pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O diesel tinha tinha preço médio de R$ 2,88 o litro. Agora, em alguns postos, chega a R$ 2,99. O Sindicato de Postos de Combustíveis do DF não informou o índice médio de aumento, porque cabe a cada dono de posto definir o valor repassado ao consumidor.
Rio de Janeiro
Presidente interino do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Lubrificantes e Lojas de Conveniências do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb), Manuel Fonseca da Costa disse que a entidade ainda não fez uma avaliação sobre o comportamento dos donos de postos de combustíveis sobre o reajuste de 6% nos preços da gasolina e de 4% para o diesel.
“No primeiro momento, ainda não temos um parâmetro. Não houve avaliação geral, porque tem revendedor que não recebeu o produto [com o preço reajustado].”

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