Grendene bate recordes apesar da crise com lucro líquido de R$ 357,1 milhões

A Grendene se destaca no setor calçadista com resultados positivos no período, apesar do cenário econômico desfavorável que o Brasil enfrenta. Nos primeiros nove meses deste ano, a Companhia alcançou lucro líquido de R$ 357,1 milhões, alta de 21,1% em comparação ao ano passado. No mesmo período, a receita líquida apresentou aumento de 2,4%, que corresponde a R$ 1,5 bilhão, ante a base de 2014, com elevação também das margens bruta, ebit, ebitda e líquida para 46,9%, 17,7%, 20,3% e 23,4% que correspondem a incrementos de 3,0, 3,2, 3,4 e 3,6 pontos percentuais, respectivamente.

Com estes resultados, o EBIT aumentou 24,2% (R$ 217,1 milhões para R$ 269,7 milhões), e a empresa proporcionou um retorno aos seus acionistas (lucro acumulado em 12 meses dividido pelo Patrimônio Líquido ajustado pelos dividendos distribuídos) de 27%. A Grendene, de acordo com política de distribuição trimestral de dividendos, antecipa a distribuição referente ao exercício de 2015 no valor de R$ 53,8 milhões e acumula o valor de R$ 165 milhões distribuídos nos primeiros nove meses do ano.

No consolidado dos 9M15, o volume total de pares foi de 125,5 milhões de pares, o que representou um recuo de 9,3% ante 2014. No mercado interno, a queda foi de 7,6%, totalizando 94,3 milhões de pares. Já a exportação caiu 14,2% (31,2 milhões contra 36,3 milhões de pares no mesmo período de 2014). Ainda assim, a Grendene manteve a liderança das exportações de calçados brasileiros, com 36% do total do volume exportado neste período.

De acordo com Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene, os resultados refletiram o ambiente desafiador da economia brasileira e a competitividade da empresa. “Os resultados dos primeiros nove meses do ano foram bons. O crescimento de 21,1% no lucro líquido neste período evidenciou mais uma vez a grande resiliência do nosso modelo de negócios, que se adapta rapidamente às atuais condições do consumidor pela flexibilidade que temos para adequar o portfólio e custos à situação da economia”, declara. “Nesta hora, ter R$ 1,2 bilhão no caixa nos dá tranquilidade para trabalhar e focar no mercado”, acrescenta o executivo.

O consumo no Brasil deve continuar fraco com aumento do desemprego e queda na renda do consumidor neste final de ano e provavelmente no ano que vem. Diante disso, o desafio da Companhia será atender este consumidor mantendo ou elevando suas margens e buscando ganhar market share para compensar a queda de demanda no mercado interno.



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